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As obras aqui apresentadas fazem parte de uma proposta na qual discuto a relação da imagem contemporânea através do conceito de "grotesco", como uma tradição que longe do esgotamento encontra nas condições contemporâneas sua plenitude. São imagens digitais, recortes e pinturas que num primeiro passar de olhos apresentam-se agradáveis através de diferentes estratégias de construção, tais como a repetição, o jogo de cores, o uso de padrões abstratos e principalmente, a apropriação de Ukiyo-ê (s) em releituras ou referências a estes. No entanto, quando observadas novamente revelam ao observador cenas de sexo ou violência (terrorismo e guerras) retiradas da internet e manipuladas digitalmente. Desta forma o trabalho discute a recepção da imagem contemporânea nos meios visuais (seja na televisão, na internet, nos out doors ou nos objetos artísticos) através do questionamento de conceitos tais como percepção, passividade, dormência e principalmente entre prazer e repulsão. Em uma imagem grotesca, a beleza disfarça o improvável, o sórdido e a estupidez. Quando se olha uma imagem grotesca, o prazer e a felicidade se apresentam ao primeiro instante. Não ocorre o mesmo com boa parte das imagens veiculadas pela publicidade que ocultam atrás do glamour as perversidades e contradições do sistema econômico? E não ocorre igualmente com a forma como as imagens são veiculadas nos noticiários da televisão, sempre tão assépticas e agradavelmente semelhantes? Creio que é o que ocorre. No entanto, o volume e a velocidade com que estas imagens são despejadas pela mídia impedem que as pessoas as observem atentamente. E o que esta oculto permanece oculto. Mas quando as analisamos com atenção podemos ver que o improvável, o indesejado e o incômodo ali se encontram. Por este motivo o grotesco nunca foi tão contemporâneo! (Retirado de http://www.casthalia.com.br/antoniovargas.htm) Reproduções digitais dos quadros da série Grotesco podem ser visualizadas no site do artista, pelo link: Aqui colocamos algumas das fotos da exposição da série que foi realizada na FUNARTE (em São Paulo), que durou trinta dias e iniciou em 18 de março de 2008. Na época (março/abril de 2008), o site da FUNARTE disponibilizava uma breve referência dos artistas da exposição. Sobre Vargas escrevia:
"Grotesco , de Antonio Vargas ::
Pinturas em óleo sobre tela realizadas a partir de imagens digitais que revelam ao observador cenas de sexo ou violência retiradas da internet e manipuladas digitalmente em conjunto com apropriações de Ukiyo-ê(s). "As obras apresentadas nesta exposição fazem parte de uma proposta na qual discuto a relação da imagem contemporânea através do conceito de grotesco, entendendo este como uma tradição que, longe do esgotamento, encontra nas condições contemporâneas sua plenitude, define o autor. |
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Antônio Vargas é um pesquisador e artista que possui trabalhos hipermídia. Seus principais trabalhos digitais (além da participação digital dentro da série Grotesco) são. (A) A cabeça de Antônio Vargas e (B) A mansão de Quelícera. |
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